História dos Implantes Dentários

Os implantes dentários modernos são extraordinariamente bem sucedidos. Um grande corpo de pesquisa científica sólida e décadas de uso clínico mundial verificaram e validaram sua utilidade na substituição de dentes perdidos. Os implantes dentários modernos estão em uso desde a década de 1970. Desde então, eles passaram por muitas melhorias no design, superfície e técnicas cirúrgicas.

Mesmo as primeiras civilizações reconheceram o benefício da substituição dentária por diferentes tipos de implantes. Foram realizadas inúmeras tentativas de instalar implantes dentários desde que os humanos começaram a usar a tecnologia. Essas tentativas são datadas  de centenas, se não milhares de anos - com diferentes graus de sucesso. As primeiras tentativas de substituição de dentes usando implantes dentários foram descobertas na civilização maia, datada de 600 d.C. Arqueólogos recuperaram antigos crânios nos quais os dentes foram substituídos por materiais que vão desde pedras esculpidas, como jade, a fragmentos de conchas. Apesar dos métodos e materiais primitivos, alguns desses implantes iniciais se fundiram ao maxilar.

Tal como acontece com muitos avanços científicos, a descoberta dos implantes dentários modernos foi acidental. Em 1952, um cirurgião ortopédico Sueco chamado Per-Ingvar Brånemark descobriu acidentalmente que o titânio promove aderência celular óssea em sua superfície. Esse processo é chamado de Osseointegração. Durante um estudo sobre reparação tecidual em osso de coelho, foi constatado esse fenômeno no qual uma câmara ótica de titânio ficou aderida ao osso. Após essa descoberta foram realizados anos de pesquisa até que em 1965 foi implantado o primeiro paciente chamado Gosta Larssom que viveu 41 anos com esses implantes até o seu falecimento em 2006.

Os implantes dentários foram introduzidos pela primeira vez em pessoas que perderam todos os seus dentes e que tiveram grande dificuldade em estabilizar ou tolerar próteses dentárias. Na época relacionavam a qualidade da osseointegração pela região aonde os ossos eram mais densos, como na parte frontal da mandíbula.

Hoje, a maioria dos implantes é usada para substituir um ou vários dentes ausentes. Os implantes originais eram todos do mesmo diâmetro com apenas o comprimento sendo variável. As superfícies originais dos implantes eram usinadas, lisas e polidas.

Os implantes modernos vêm em uma variedade de formas e tamanhos para atender aos diferentes tipos de perdas dentárias e técnicas de instalação. Suas superfícies foram aprimoradas para melhorar o processo e velocidade da osseointegração. Em vez de serem lisas ou usinadas, elas geralmente são ásperas por jateamento com jato de areia e ácido, o que aumenta drasticamente a área da superfície à qual o osso pode se unir.


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